Nada ficou esquecido

nada-ficou-esquecido

(Reflexão – escrita em 2005)

Num destes dias não pude esconder minha admiração, ao ouvir as folhas de cinamomo sendo empurradas pelo vento, calçada afora, algo assim, despertando o silêncio de sonhos esquecidos e também a nostalgia de um friozinho gostoso se aproximando com o inverno. O frio do inverno é bom. O sol, distante de nós, é bom. Sentar-se na escada, junto das crianças enroupadas, sob os raios amarelados e quentinhos do sol, é bom. Luvas, toucas, lãs coloridas completam o universo.

Enquanto eu notava as folhas lembrei-me do tempo de Deus para as nossas vidas. Jamais imaginamos que as lembranças de sonhos de um passado distante pudessem se apresentar repentinamente diante de nossos olhos, como que trazidas por um vento especial, o vento de Deus. Quando pensamos que tudo de bom ficou preso nas cadeias do passado, tudo pode acontecer outra vez! É ele falando bem alto, para abrirmos janelas, para olharmos o céu, escutarmos o vento… E então tocamos com as mãos, sorrimos, tomamos posse, sabendo que nada foi perdido, nada ficou esquecido, porque Deus cuidou de tudo e tudo volta a ser real como foi. Não seria esta, a hora da bênção?

Isac Rodrigues

Cevide

View more posts from this author

Compartilhe em sua rede social, blog ou site

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *