Tempo de… (1)

Tempo de perplexidades, sem descanso e paz. Tempo de fuga de responsabilidades, porque a responsabilidade é coisa dos outros. Tempo de união, que é boa e suave a Deus, esquecida. Tempo de não ser feita a “boa, agradável e perfeita vontade de Deus”, pois as iniciativas próprias são mais interessantes. Tempo de desistir da direção divina e de se envolver com a concupiscência dos olhos, da carne e da vida, e ser dominado pela ganância, sem limites. Tempo das entregas parciais, que são refletidas nas atitudes e na adoração. Tempo em que muitos estão de Bíblia na mão, mas com a falta dela no coração. Tempo de religião de rótulos, com muitos desumanos, traidores, sem amor. Tempo de tanto avivamento, com barulho de avivamento, em meio à ofensa do pecado. Tempo da glória que se vai, e de muitas cisternas rotas. Tempo de oradores eloquentes disputando suas mensagens.

Tempo de “solta-nos Barrabás!”, e o tempo que de Cristo dizem: “Crucifica-o!”. Tempo de muita coisa de religiosos e Cristo batendo à porta, por fora, e nada dele por dentro. Contudo, e mesmo assim, haveria misericórdia aos que, ouvindo a voz de Deus, tivessem coragem de abrir a porta.

Enfim, tempo em que vem o Noivo, num tempo de adormecimento, fazendo com que alguns gritem: “Dai-nos do vosso azeite!”. Embora cingidos de núpcias, deveriam estar preparados com vasilhas cheias. Daí que este tempo está se tornando num tempo de um grito tardio.

Isac Rodrigues

Cevide

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