Prego no pé

PREGO NO PÉ

Quando criança me machucava muito. Esfolava cotovelos, dedos, porque não media as consequencias das brincadeiras exageradas. Meus lugares preferidos eram a rua, o campo, o mato de eucaliptos e a sanga. Lugares onde me defrontava com alguns perigos, tais como pregos enferrujados, encravados no pé. Era coisa normal, embora o pé inchasse muito. Minha mãe olhava e simplesmente dizia: “Vai sarar”. Piamente, eu acreditava. Não passava pela cabeça que alguma criança fosse ao médico por causa disso. Aprontava travessuras impensadas, se feria, e sarava. A gente cria, sim, que nada faria mal, coisas que, hoje, podem levar ao hospital ou matar.

Dentro de nós também acontece o mesmo. A fé numa criança não fazia ruído, pois não continha a informação de calamidade alguma! Por isto Jesus pediu aos adultos que fossem como as crianças. Muitas vezes é preferível que a gente não saiba de determinados pontos críticos. Por mais reais e verdadeiros que sejam, até científicos, hão de fazer mal. É melhor, as vezes, não saber, do que saber e vir a sofrer e perder.

Isac Rodrigues

Cevide

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