Os príncipes do meu povo

A aldeia cheira a fumaça. Pessoas trabalhando. Moendeiros, alfaiates, tecelões. Repentinamente se agitam e correm de um lado para outro. “Aldeões!”. Levantam a cabeça, limpam o suor, olham além… “Sua alteza, o Príncipe!”. As mulheres enxugam as mãos nos aventais, os homens largam as enxadas, pulam das carroças… Todos saem apressados e se postam a beira do caminho. “Queremos ver nosso príncipe!”, gritam com euforia. Imagine o restante.

Esta cena, criada aqui, é bem presente nos chamados contos de fadas (dos irmãos Grimm e outros). Esses contos estão todos cheios de personagens caracterizados pelo bem; e não somente pelo bem, mas também pelo mal. No meio deles, príncipes e princesas. Estes, rodeados de admiradores, gente do povo pobre, plebeus, por eles lembrados e amados, bem como de gente má – que por inveja ou por algum motivo mau, desejam destruição e morte.

Na Bíblia, Deus tem os seus príncipes. Uns deram-lhe louvor e honra. Outros o desprezaram. Uns ouviram assiduamente o clamor dos pobres, outros os escravizaram. Uns viveram de tal forma como se o próprio Deus estivesse entre eles. Outros, como se o próprio inferno viesse à tona e roubar o bem de todos. Todavia, Deus tem príncipes do bem, que falam e operam em seu nome! Que produzem vida e esperança ao povo! Que inspiram a fé e a confiança! E que proclamam novas de alegria!

Isac Rodrigues

Cevide

View more posts from this author

Compartilhe em sua rede social, blog ou site

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *