O Senhor quer ouvir molestadores

“Acontecia que, partindo a arca, Moisés dizia: Levanta-te, Senhor, e dissipados sejam os teus inimigos, e fujam diante de ti os que te odeiam. E, pousando ela, dizia: Volta, ó Senhor, para os muitos milhares de Israel” (Nm 10.36). Veja, foi assim durante a jornada do povo de Deus no deserto.

Por quais motivos você deixaria o Senhor no esquecimento, em horas tão necessárias da sua jornada? Não seria importante o seu clamor pela presença do Senhor? Seria incômodo pedir-lhe ajuda? Os homens podem molestar-se com o seu impertinente clamor; o Senhor, não. O juiz iníquo disse: “Todavia, como esta viúva me molesta, hei de fazer-lhe justiça, para que enfim não volte, e me importune muito” (Lc 18.5), é assim que pensa o ser humano. O Senhor não pensa assim. O Senhor quer ouvir “molestadores”! “E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? Digo-vos que depressa lhes fará justiça” (Lc 18.7,8). Clame! Seja um Moisés! “Levanta-te, Senhor”! “Volta, ó Senhor”! “Faze-me justiça”!

O Senhor não se cansará de ouvi-lo, ainda que Satanás diga-lhe: “Não incomodes o Mestre” (Lc 8.49). Porém, tudo é bem diferente quando o Senhor diz: “Clama a mim, e responder-te-ei” (Jr 33.3). “Ouve, Senhor, a minha voz quando clamo; tem também piedade de mim, e responde-me” (Sl 27.7)!

Enfim, “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lc 18.8).

Isac Rodrigues

Cevide

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