O mal começa pequeno

O-MAL-COMECA-PEQUENO

Um: Há uma espécie de aranha que constroi teias muito pegajosas. Se apenas um dos seus fios fosse da espessura de uma corda, essa corda pegajosa poderia prender um avião jumbo em pleno vôo. Dois: Um só cupim não poderia derrubar uma árvore, no primeiro momento. Passando o tempo, roendo e avançando pelo tronco a dentro, a queda seria inevitável.

Assim são as pequenas coisas do mal, aparentemente inofensivas. A permanência da maledicência, pequena que seja, é que trará a ruína. Então deixamos crescer uma pequena raiz. É quando notamos o seu veneno, mesmo sabendo ser fatal, não nos importamos. A pequena raiz está livre para fazer o que quiser, porque ainda é inofensiva. O mal será visto, e tarde demais, quando ela adentrou e afetou as mais importantes áreas da vida.

Como pode um fio de teia de aranha, que a gente desfaz esfregando-o, deter um avião de muitas toneladas? Se permitirmos que engrosse à espessura de uma corda; se dermos lugar a um pequeno mal, que vai se agigantar para nos consumir! Um cupim, a gente esmaga com a unha, mas acaba com a nossa felicidade quando ele não morre, e procria, trazendo irreversívelmente uma destruição total!

O mal começa pequeno, sim, e sem importância…

Isac Rodrigues

Cevide

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