Campos de alfazemas

alfazemas

(Reflexão)

A mesma terra que produz alfazemas é a mesma que contempla a maldade dos homens. Num momento atiramos flores; noutro, ódio. Somos culpados por atitudes de ofensa. Somos culpados por atitudes de mortais pecados. Elogiamos e enlevamos, mas também somos terríveis de poder incendiar um grande bosque (Tg 3.5). Fôssemos um pouquinho maiores, destruiríamos o universo inteiro.

Jesus viu tudo isto. Viu que nada era bom. Viu nossa inutilidade para o bem. Mas viu, e… depois viu diferente. Viu que dum pedaço de carvão podia tirar um diamante; que duma porção de argila, uma ametista. Até então, negação total. Acho que numa coisa somos bem parecidos, nisto: “Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm 7.24). No mais, adeus para sempre!

Não sendo ele, o Senhor, quem nos receberia nesta grave situação? Quem, sorrindo, abriria os braços a dizer “te amo”? Quem poderia declarar: “Filho, perdoados estão os teus pecados”? Contudo, ele diz: “Vinde a mim”. Então, dar-se-á o caso dele se importar com a gente? Sim, ele se importa. Como diz (Ez 34): “Eis que eu, eu mesmo, procurarei as minhas ovelhas e as buscarei”, (v.11), e elas “pastarão em pastos gordos”, (v.14). “A perdida buscarei, e a desgarrada tornarei a trazer, e a quebrada ligarei, e a enferma fortalecerei”, (v.16). Ele, então fará, mais uma vez, que nossos campos se cubram de alfazemas! (Ct 2.12).

Isac Rodrigues

Cevide

View more posts from this author

Compartilhe em sua rede social, blog ou site

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *