As ondas do Pacífico

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Olhar as ondas do Oceano Pacífico é bonito. Na vida, porém, não podemos “achar bonito” o que a destrói. Alguém perdeu o controle e enfrenta os seus perigos. O Oceano é imponente, gigantesco; embravecido, ruge à praia. Seu nome é apenas um nome, mas é poderoso para abalar.

Quantos são assim? Aparentemente são imponentes e estão em paz. Ninguém vê as ondas do mar sobrevindo. Quão furiosas batem à praia, trazendo de além-mar o medo, o abandono, e até os dejetos do passado (que foram um dia lançados no mar do esquecimento)! Eis que tudo vêm à tona inundando o lugar ensolarado de descanso!

Aparentemente as coisas transcorrem normais, sem que se note os vendavais. Coisas se vão, vindo outras que não são, rasgando a alma em gemidos e lágrimas.

O oceano é imponente. Tão belo é, quanto a força indomável. Mas… Sempre é capaz de ouvir uma voz, para reordenar seu mover, e para fazer calar seu rugir. É possível? …Quando ouve o pronunciar: “Cala-te, aquieta-te… , e houve grande bonança”, Mc 4.39. “Mas quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?”, Mc 4.41, para tornar a trazer paz à alma atribulada?

Isac Rodrigues

Cevide

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