A filosofia do anzol

A expressão “filosofia do anzol” não encontro em lugar nenhum; mas o provérbio português “o direito do anzol é ser torto” conheço desde anos. Penso que se eu desentortar o anzol, ele deixará de ser anzol e não será eficiente para o fim que foi inventado. Penso que se Deus “desentortar” meus desacertos, eu perderia o direito de acertar, porque todos os males nos fazem procurar o bem e desejá-lo.

Considero muito o que está escrito que “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus…” (Rm 8.28).” – isto fala de coisas boas e ruins. Temos afeições a tudo o que é do bem e rejeições veementes a do mal. Nos lembramos apenas que é só o bem que vem de Deus e nos esquecemos que dele vem o mal também (Is 45.7).

Em parte aceitamos o que Deus propôs e em parte o rejeitamos. Nada se completa quando impedimos o todo de Deus para as nossas vidas. Acrescentamos anos de espera aos planos de Deus, porque não aceitamos os males como parte dos planos. Poderíamos ter abreviado consideravelmente os tempos e as estações de Deus para as nossas vidas.

Queremos só o que é de direito e impedimos a totalidade da bênção. Queremos que Deus só desentorte os problemas e não queremos que eles nos sirvam para uma boa pescaria! Nossa lógica sempre dirá que se atirarmos as redes para o lado que não tem peixes, nada teremos. E foi o que Jesus mandou fazer. Estamos mesmo compreendendo os pensamentos do Senhor?

Isac Rodrigues

Cevide

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