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A ciência das probabilidades quanto à existência de Deus

Do livro “Jesus, o Messias”, de John Ankerberg e John Weldon (Missão Chamada da Meia-Noite)

(Incrível este texto. Leia-o)

Se profecias específicas foram cumpridas pelo Messias, a ciência das probabilidades considera isso como “prova” de que Deus existe?

Qualquer pessoa pode fazer predições – isso é fácil. Vê-las cumpridas é outra história. Quanto mais declarações você faz sobre o futuro e quanto maiores os detalhes, tanto maiores serão também as possibilidades de estar errado.

Por exemplo, até que ponto você acha difícil indicar o tipo exato de morte que um líder religioso novo e desconhecido vai ter daqui a mil anos? Você poderia descrever e prever um novo método de execução desconhecido até agora – que não será sequer inventado por centenas de anos? Foi isso que Davi fez em 1000 a.C., quando escreveu o Salmo 22.

Mais ainda, se você pensou em 50 profecias sobre algum homem no futuro, a quem nunca encontrará, quão difícil pensa que seria para esse homem cumprir as 50 profecias preditas? Quão difícil seria para ele se 25 das predições que você fez tivessem sido sobre o que outras pessoas fariam a ele e estivessem completamente fora do seu controle?

Talvez fosse possível adaptar uma ou duas dessas profecias, mas é virtualmente impossível para qualquer homem adaptar e cumprir todas essas predições antecipadas. Se pudesse ser provado que tais profecias foram feitas sobre o Messias com uma antecipação de centenas de anos, e que um só homem cumpriu todas elas, esse homem deveria ser então logicamente o Messias.

Deus fez inúmeras profecias (mais de 400) sobre o Messias, pelo menos por duas razões. Primeiro, tornar óbvia a identificação do Messias. E segundo, tornar impossível a tarefa de um impostor.

Vamos fazer agora uma pergunta curiosa. Se supusermos que cerca de 456 profecias foram cumpridas em uma única pessoa, o que a ciência das probabilidades diz sobre isso? Em resumo, ela diz que se predições exatas tivessem sido feitas sobre um futuro Messias e cumpridas anos depois por uma pessoa, isso seria uma prova razoável de que Deus existe.

Eis o porquê: a ciência das probabilidades tenta determinar a possibilidade de que um dado evento irá ocorrer. O Professor Emérito de Ciência da Universidade de Westmont, Peter Stoner, calculou a probabilidade de um homem cumprir algumas das principais profecias feitas sobre o Messias. As estimativas foram desenvolvidas por 12 classes diferentes de 600 estudantes universitários.

Os estudantes pesaram cuidadosamente todos os fatores, discutiram cada profecia extensamente e examinaram as várias circunstâncias que poderiam indicar que homens conspiraram juntos para cumprir uma determinada profecia. As estimativas foram conservadoras o suficiente para que houvesse um acordo unânime até entre os estudantes céticos no final.

Mas o Professor Stoner tornou os cálculos deles ainda mais conservadores. Ele também encorajou outros céticos ou cientistas a fazerem suas próprias estimativas para ver se as suas conclusões eram mais que razoáveis. No fim de tudo, apresentou seus números a um Comitê da Sociedade Científica Americana (“American Scientific Affiliation”) para revisão. Depois de examinados, eles verificaram que os seus cálculos eram confiáveis e exatos com relação ao material científico apresentado.

Depois de examinar oito profecias diferentes, o Professor Stoner e seus alunos calcularam conservadoramente que a possibilidade de um homem cumprir as oito profecias era de uma para 10 na 17.

Stoner deu essa ilustração para mostrar como é grande O número 10 na 17 (que tem 17 zeros): imagine cobrir o estado do Texas (cuja área é aproximadamente equivalente à do estado de Minas Gerais – N. R.) inteiro com moedas de dólares de prata até 60 cm de altura. O número total de dólares de prata necessários para cobrir todo o estado seria 10 na 17. Escolha agora uma dessas moedas, marque-a e atire a mesma de um avião. A seguir, misture bem todos os dólares de prata em todo o estado.

Depois disso ser feito, coloque uma venda nos olhos de um homem e diga-lhe que viaje para onde quiser no estado do Texas. Mas em algum ponto ele deve parar, abaixar-se sobre os 60 cm de moedas e tentar pegar a moeda especificamente marcada.

A possibilidade dele encontrar esse dólar de prata no estado do Texas seria a mesma que os profetas tiveram para que oito das suas profecias se cumprissem em qualquer homem no futuro.

O Professor Stoner concluiu: “O cumprimento só dessas oito profecias já prova a inspiração das mesmas por Deus de um modo tão indiscutível que falta apenas uma chance em 10 na 17 para ser absoluto.” Outra maneira de dizer isso é que qualquer pessoa que minimize ou ignore a importância dos sinais bíblicos de identificação relativos ao Messias é insensata.

Mas, é claro, há muito mais que oito profecias. Em outro cálculo, Stoner usou 48 profecias (se bem que poderia ter usado 456) e chegou à estimativa extremamente conservadora de que a probabilidade de 48 profecias serem cumpridas em uma pessoa seria de 10157.

E quão grande é 10 na 157? Em 10 na 157 anos, uma formiga poderia mover todos os átomos em 600.000 trilhões de trilhões de trilhões de trilhões de universos como o nosso a uma distância de 320.000.000.000.000.000.000.000 de quilômetros. Ela poderia fazer isso, movendo um átomo de cada vez, movendo cada átomo a uma distância de 30 bilhões de anos-luz, e viajando apenas à velocidade de 2,54 centímetros a cada 15 bilhões de anos!

Esse número incrivelmente grande ilustra a impossibilidade de alguém ter cumprido todas as profecias messiânicas por acaso. De fato, uma autoridade de renome sobre a teoria das probabilidades, Emile Borel, afirma em seu livro Probabilities and Life (Probabilidades e Vida) que uma vez que passemos uma chance em 10 na 50, as probabilidades são tão pequenas que é impossível pensar que possam vir a ocorrer um dia.

O que tudo isso significa é que é impossível que essas 48 profecias sejam cumpridas a não ser por predição divina. Isso é uma prova de que deve haver um Deus que tenha transmitido sobrenaturalmente essa informação. A pergunta é: pode ser mostrado que essas profecias de fato existem?

Vamos agora examinar várias passagens proféticas que nos dão declarações específicas sobre o Messias. Ao lê-las, faça a si mesmo as seguintes perguntas: essa é realmente uma profecia sobre uma pessoa futura? Jesus Cristo é o único que pode cumpri-la e ninguém mais? Como foi possível para cada uma dessas profecias encontrar cumprimento em um homem centenas de anos mais tarde? Em outras palavras, se cada profecia é admitida como sendo sobre o Messias, e Jesus Cristo cumpre todas as profecias, isso não é prova de que Jesus é o Messias?

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