“E a hora é já passada”

Recebi um e-mail de alguém. A pessoa fez um alerta a cerca do meu tempo dizendo que está na hora. Conhece a minha história, e quis, num gesto consciente, e bom, ajudar-me. Entendo que foi um impulso natural. Eu faria a mesma coisa. Aliás, já alcancei várias vezes minha mão de ajuda e nunca me decepcionei (mais de vinte enlaces matrimoniais feitos, e todos – menos um, por falecimento – estão firmados. As notícias são sempre boas, que me fazem ver: Deus é bom).

O Espírito Santo, companheiro, amigo sempre presente, ajudou-me muito com Mateus 14.15: “Chegada a tarde, aproximaram-se dele os discípulos, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já passada; despede as multidões, para que vão às aldeias, e comprem o que comer”. Entendo que a hora pode até estar passando, para alguém, ou para mim mesmo. Porém, toda vez que as possibilidades se esgotam, Deus age. Entendo, sim, que Deus se move, pois algumas vezes tenho me defrontado com situações alertadoras, dentre outras, tais como o que já ouvi um “estou apaixonada por você”, e faz que isto mexa a mente e considerar seriamente (no caso, não era a pessoa e nem a hora de Deus).

Quantas vezes somos despedidos quando a hora passa! E um dos meus sofrimentos é a semeadura de inverdades que isso pode causar. Leva-me a pedir o socorro divino, e exponho essa labuta doída; ao mesmo tempo em que peço, que multiplique esse pãozinho e esse peixinho, porque esse é o milagre que eu não posso fazer! Mas que acredito que possa acontecer.

Isac Rodrigues