Somos cristãos que se encorajam?

Uma mensagem recebida de HCJB – A Voz dos Andes

E difícil alguém passar por esta vida sem ter ganho um apelido, as vezes ainda quando criança, pela própria família, ou então na escola ou ainda no trabalho. Às vezes a pessoa fica mais conhecida pelo apelido do que pelo nome. Exemplos são os nomes Pelé, Garrincha, na verdade esses eram os apelidos, o nome mesmo pouca gente sabe.

Assim também aconteceu com José, um levita de Chipre. Seu nome significa “filho da consolação”, sugerindo algo de seu caráter. Foi um dos lideres da igreja primitiva. Os apóstolos passaram a chamá-lo de Barnabé, que significa “encorajador”. Foi citado 29 vezes no livro de Atos e 5 vezes nas cartas de Paulo. Barnabé recebeu várias missões da Igreja, mas, sua sensibilidade para questões espirituais foi algo notável. Quando Saulo, perseguidor dos cristãos, se converteu, ninguém lhe dava crédito. Saulo chegou em Jerusalém, buscando reunir-se com os apóstolos. Precisava de apoio, de alguém que o ouvisse, que acreditasse em seu testemunho. Quando ninguém estava disposto a recebê-lo lá estava Barnabé (At 9.27).

Como faz bem ter alguém que acredita em nós, que não nos olha com desconfiança. A atitude de Barnabé foi chave para o ministério de Saulo, que, depois passou a se chamar Paulo, o apóstolo. Mais tarde, Paulo desistiu de levar Marcos em uma viagem missionária, um jovem que havia perdido a credibilidade junto a Paulo. Porém, lá está Barnabé dando uma segunda oportunidade a Marcos. As vezes tudo o que uma pessoa precisa é de alguém que acredite nela e lhe dê uma nova chance. O apelido de Barnabé tinha tudo a ver com sua maneira de agir para com as pessoas. E nós, se fôssemos ganhar um apelido que tivesse a ver com nossa maneira de agir, qual seria? Será que temos sido pessoas que encorajam os outros seja com nossas palavras, seja com nossas atitudes? Que o Senhor nos ajude a não sermos pedras de tropeço!