Sopro de Deus

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(Reflexão)

Ali estava ele, paralisado, sem vida, inerte, sem reações. Deus viu. Chegou-se. Carinhosamente envolveu-o com seu abraço, com sua presença, com seu manto de amor. Olhou seu rosto recém-formado. Acariciou-o, e… “soprou em suas narinas o fôlego da vida” (Gn 2.7). Disse: “Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí” (Jr 31.3).

Pelo jardim, deu nome às coisas e aos bichos. Até os animais, que até então não conheciam um ser diferente, se aproximaram e fizeram com ele uma maravilhosa amizade. Os cachorrinhos foram rondar a sua porta e até entraram em sua casa. Os passarinhos fizeram ninhos em seu telhado. Curiosos, olhavam para ele e desejaram a sua companhia! Ele era extraordinário! Pois tinha o sopro de Deus!

Ele criou coisas impensadas de invenções, por causa de suas ideias! Ele retratava a sua paisagem, ao redor, em quadros pintados, admiráveis! Ele fazia os remédios para a cura dos seus semelhantes! Tirava da terra o que era preciso para fabricar os seus bens, e até para se interligar com os que estavam perto ou longe. Era, maravilhosamente, o sopro de Deus!

Agora, se ele extraviou-se, tomou o que não era seu, invadiu, fez os outros chorarem, corrompeu-se, isso não é o sopro de Deus.

Isac Rodrigues

Cevide

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