Presença divina

presença

(Reflexão)

Quando a gente segue a estrada que corta o campo, que a gente tem por cenário a mata ao redor, lembramos que nossa origem e nossa permanência no mundo estão providas da presença divina. Não fosse sua presença, a que descansa os pés pro seu destino, o que seria deste pobre peregrino? Onde daria? Onde?

Quero dar num destino de paz. Quero dar num destino de amor. Quero dar com o princípio da vida e alegrar-me pelo que ainda há de vir. Quero.

Não faz mal algum se o sofrimento é a marca de uma jornada. Não. Para alcançar a cura e a esperança. Não tem porquê sarar o que não machuca. Tem o que curar, quando a vida fere algumas coisas de extrema importância. Então, bem faz; digo, o bem que ele faz. O que impulsiona direto, pelo caminho direito, martelando com dores para não perder o destino.

Caminhando, vou. Uma flor. Uma abelha. Um grão de areia da estrada solitária, uma folha que o vento trouxe, que marcou as pegadas para trás. Um dia alguém dirá: “Um dia alguém passou por aqui”. No entanto, todos passamos.

Verdade, passou por aqui um beija-flor que quis comer na palma da minha mão, e dei-lhe meu carinho, pois sei muito bem, que neste mundo, isto e todas as outras coisas encantam, para dizer-me que não devo desistir e que devo, com fé, prosseguir sem perder o rumo, sempre contando com a presença divina.

Isac Rodrigues

Cevide

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