Para que eu diga

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(Reflexão)

Soberano, que bom que não há preocupações para a minha vida acima de ti. Ninguém está além de ti para que te subjugues a uma outra vontade, e não possas atender-me em minhas aflições; do contrário, cairia por terra toda a minha esperança. Nada existe maior que tu, para que te impeças de agir em favor de um peregrino sobre os desertos da vida.

Então posso, com convicção, me apoiar totalmente em teu braço. Confiante que teu braço é forte. Mais forte que a fatalidade, que o destino marcado pela desgraça. Mais forte que a própria vida.

Então, posso caminhar rumo ao lugar certo, apoiado em ti, sabendo que não perecerei, mesmo que doa, que sofra, que chore, que morra. Então posso, com convicção plena, sem ter medo de pecar ou perder o senso de meu compromisso, prosseguir. Posso, mesmo sendo o pior dos demais, que todos – que devo isto considerar (Fp 2.3) – são melhores que eu, e assim agarrar-me à fé em ti, olhar pra ti, para não perder o rumo. Todos, tendo razão ante a vida, não percam por minha causa o que justifica o seu viver. Prefiro perder a ser laureado com prêmios sem valor, que nada têm a ver comigo, e não poder distinguir, com consciência limpa, o que pode ser meu daquilo que é só dos outros.

Que te apiedes de mim primeiro, e não me encontres devedor de ti e nem de ninguém, durante o tempo de minha peregrinação – para que eu livremente diga: “Então posso”.

Isac Rodrigues

Cevide

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