O cristão peregrino

cristão peregrino

(Mensagem)

“Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos”, Sl 119.19

Louvor e Oração – Duas características são muito notáveis no comportamento do cristão peregrino: alegria e tristeza – uma, pode ser sinal de bênçãos certas; e outra, supostas derrotas. Na sua felicidade, denota alegria no rosto. O coração triste abate-o. O peregrino alegre canta o louvor que vai lhe dando liberdade; todavia, ao peregrino triste, duro é enfrentar o circunstancial adverso, que o empurra à oração. É preciso saber: o louvor e a oração libertam e despertam! Desprendem a alma oprimida, que alça o voo das águias. A oração acorda, na conduta, no delinear do temperamento, uma tomada de decisão e leva o peregrino ao apego da Palavra e da comunhão. Não só de pão, roupas e trabalho vive-se. Sua vida toma jeito, sentido, nexo, através da Palavra de Deus e do seu poder.

Amadurecimento – A terra não é o lugar de descanso. As coisas boas que dizem respeito à sobrevivência são vestígios da vida de andante; simples tendas na jornada. E quando o peregrino adquire algo importante, mistura sorte com êxito, suor com trabalho, vontade e desejo ardente de conseguir mais. E o que não se adquire? Decepções e lágrimas; ou muita expectativa de esperança. O peregrino cristão entra em provação. Ele passa pela amassadeira das pressões do amadurecimento! As frutas que crescem entre os galhos das árvores estão sujeitas ao escuro da noite e à luz do dia, aos raios quentes do sol e ao sereno gélido da noite, à brisa suave e ao granizo. Essas intempéries as amadurecem, deixando-as bonitas e saborosas, dignas de elogios; perfeitamente consumíveis. No amadurecimento do peregrino cristão parece não haver quase nada de diferente.

É longa a jornada – Mesmo parecendo faltar o que é importante, a Palavra da Escritura assegura: “Irá a minha presença contigo para te fazer descansar”. Em agruras vividas, em fases experimentadas, a presença divina e majestosa vê e acompanha os passos do andante. Peregrino que canta alegremente, peregrino que geme e que chora. Quando o insuportável fica maior que a capacidade de suportar, sua oração sobe angustiante e profunda, parecendo não ser ouvida, por julgá-la fraca e desvalida. Todavia é poderosa e capaz, por isso, de mover a mão de Deus. A mão de Deus levanta-se para deter a fúria dos turbilhões, afastando as pedras do caminho quando não faz jorrar delas rios de águas vivas! (Jó 28.10). Sim! Para o peregrino cansado mesmo! Rompe-se daí, do coração já em extremo cansado, cânticos, louvor, surpresa, gozo e gratidão! Que momento de libertação!

Mas ainda não é hora de chegar. “Levanta-te e come, porque mui comprido te será o caminho”, 1 Rs 19.7. Na divinal chegada, leite e mel são abundantes. Morada eterna é dada em lugar de tendas empoeiradas. Lá é um lugar específico, determinado, preparado para o descanso sem fim. Cheguemos lá! Pelejemos por esse alvo!; e, Senhor, “não escondas de mim os teus mandamentos”, que são a minha direção certa!

Deus o abençoe ricamente.

Cevide

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