O bom combate

Quando você saiu do seu Egito espiritual, sua vereda foi um deserto. Que medos e horrores você passou pela caminhada! Coisas terríveis o amedrontaram! Pensou: “Será que não poderia ser diferente?”.

Tinha que ser assim então, Deus tratando com o mesmo jeito, com aqueles que foram libertos? Em nenhum momento não poderia mudar de ideia e fazer um pouco diferente? Não poderia largar de mão de seu único método de tratar, para facilitar uma jornada melhor? Uma jornada com menos problemas, menos provas?

Enquanto você peregrina, ele vai provando, provando. Você sente dor aqui, ali, vai sofrendo, vai suspirando chegar logo. Não raras vezes sente-se tentado a achar que não deveria ser assim, e pensou em planos diferentes para escapar às suas torrentes de amargura, às suas decepções no meio das provas de fogo.

Está em sua mente o alvo que lhe foi proposto, que lhe foi prometido, que é o que deve alcançar. Sabe que generoso é o Senhor que lhe fez promessa de algo bom. Sabe que pelo Senhor daria a vida por aquilo que ele é e por aquilo que ele tem para dar. Mas a complicada jornada ofusca a sua mente e a sua fé, para não pensar nas coisas que são de cima, e descrer de tudo. Você entra em luta com pensamentos, fé, esperança, cansaço. Mas não lhe foi ordenado desistir. Sim, prosseguir. Apropriar-se do que o espera. Alcançar o impossível custe o que custar! Para que, alcançando, diga: “Combati o bom combate, guardei a fé!”.

Isac Rodrigues

Cevide

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