Nunca tive um relógio cuco

relogio-cuco

(Reflexão)

Existem objetos em nossa vida que são capazes de ferir as cordas de nosso coração, com emoção. Um deles é o relógio cuco. Não tínhamos relógio cuco em nossa casa, mas cheguei a ver alguns por aí.

Feitos de madeira e envernizados. Às vezes com pêndulo, corrente e peso cromados. Os números, em algarismos romanos. Os ponteiros, dourados ou brilhantes. Minha mente gravou para sempre seu tic-tac característico e o canto do cuco enquanto ele saltava pela janelinha, tornando a entrar e trancando-se lá dentro; sempre nas horas e minutos contados.

Esses relógios marcaram a alegria e a tristeza de muita gente. Quantos hão de lembrar-se de um fato importante, quando toca o relógio cuco! Despertam lembranças alegres ou tristes. Reacende o passado, traz à tona cenários que existiram num tempo longínquo, e faz ouvir as crianças, as pessoas, o mundo de então; um mundo de paz, de mais luz, onde as cores eram diferentes, com outras tonalidades, entre outros sons, que não voltam – um mundo retrô.

Nunca tive um relógio cuco, todavia, “o profeta Isaías clamou ao Senhor; e fez voltar a sombra dez graus atrás, pelos graus que tinha declinado no relógio de sol de Acaz” (2Reis 20.11). O que é isso? É o Senhor do tempo, mudando ou controlando os tempos e as estações, favorecendo com suas dádivas e misericórdias os que esperam pacientemente por ele. Não importa em que altura dos anos a gente se encontra hoje!

Isac Rodrigues

Cevide

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