Nossa guerra contra o mal

Eram quatro horas da manhã. Fiz uma oração sofrida, com lutas, me sentindo vencido por alguma coisa inatingível, que tentava tirar a minha paz e desfazer minha esperança e expectativa em Deus. Contudo, voltei a dormir. E sonhei. Fui ver quem estava à porta e me deparo com três indivíduos, em estado de possessão, querendo entrar em minha casa. Não sabia eu o que fazer, senão ficar quieto e observar suas reações. Nisto apareceram mais cinco homens. Todos com o mesmo intuito do mal. Eles, todavia, por estarem impedidos por alguma coisa incomum, resistente, não conseguiram fazer o que queriam. Repentinamente eu estava no meio da rua, sendo alvejado por uma arma, um tipo metralhadora com carregador para vários projéteis, e… o estalido do gatilho. Meu pensamento era que ia morrer, sim, mas aquele tiro não deu certo. O gatilho de novo, e novamente, e várias vezes, e eu pensando já na morte certa, mas os tiros haviam falhado. Olhando para o rosto do homem, pude ver um sorriso de decepção. Que sonho! Real!Real!

Pude entender mais uma vez a profundidade daquilo que passamos a vida toda ouvindo: a luta espiritual. Às vezes deixamos passar as horas, os dias, e não percebemos a grande realidade que se move vorazmente por trás de nossa vida comum. De fato, existe um luta espiritual que tenta desestabilizar o que Deus determinou para cada um de nós. Pude entender que a oração feita anteriormente enfraqueceu as armas de guerra do inimigo, pois foi um momento em que senti-me impulsionado a desfazer o mal que certamente estava tão perto. Todos temos que saber que Satanás é o inimigo e que seu alvo não é outra coisa senão nós, seres humanos, principalmente os que Deus chamou para o combate.

O que o inimigo quer? Não seria o seu intento afastar eu e você do grande propósito de Deus para as nossas vidas e também para muitas outras através de nós? Não seria o seu intento criar inimizades entre nós, seres humanos, para enfraquecer nossa guerra contra ele? Não seria o seu intento semear discórdia e dissensões a fim de impedir a pregação do evangelho? Para que a nossa união em Cristo se desfaça? Para que nós, irmãos, falemos mal uns dos outros e assim desestruturar nossa guerra contra o mal?

Paulo enfatiza essa grande guerra espiritual. Ele se considera um vencedor por nunca ter sido atingido pelas forças do mal. Ele diz: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2Tm 4.7). Pôde chegar ao fim da vida como quem nunca desistiu. Como quem lutou de verdade, sem brincar com coisa tão séria! Ele pede aos irmãos que tenham “o mesmo combate que já em mim tendes visto e agora ouvis estar em mim” (Fp 1.30). Ele pede que Timóteo milite a boa milícia da fé, tomando posse da vida eterna, para a qual foi ele também chamado! (1Tm 6.12). “Este mandamento te dou, meu filho Timóteo, que, segundo as profecias que houve acerca de ti, milites por elas boa milícia” (1Tm 1.18).

Vamos nós todos à guerra? Eu e você fomos chamados para lutar pela causa de Jesus Cristo, o Salvador, e assim não perecermos. Eu e você fomos chamados para orar, e combater, e desfazer o mal, em nome de Jesus!

“O Deus eterno é a tua habitação, e por baixo estão os braços eternos; e ele lançará o inimigo de diante de ti, e dirá: Destrói-o”, (Dt 33.27).

Isac

Cevide

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