Meu ponto vulnerável

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(Reflexão)

Oh, Soberano!, há em mim uma vulnerabilidade ao perigo! Qual o animal que troca a sua pele e precisa refugiar-se para não ser devorado pelos mais fortes. Embora tu me guies e tua presença, tua mão e teu amor me cinjam, na opinião alheia posso andar sem rumo algum. Porém, que há uma direção certa sob meus pés, e que não posso temer em duvidar, por confiar em ti, disto tu me dás a certeza. Tu mesmo preparas um encontro com meu ponto vulnerável! É essa textura fragilizada da qual não tenho a onipotência de ser o que eu gostaria de ser sempre: ser forte. Daí que dizes: “Confia e tão somente espera”. A esta minha textura, a este meu ponto vulnerável, deste um conhecido nome: deserto; onde troco de pele e onde me exponho a muitos perigos. Para ser renovado. Embora me faças entender que não seja pecado passar pelo deserto, onde todos, sem exceção, passamos, é onde tenho minhas perdas, minhas provas e meus ganhos. Tu mesmo passaste! Tiveste perda, muita perda, mas ganhaste todas as coisas!

Sei, existem os momentos em que falta o básico a uma sobrevivência. Na falta, tu mesmo, por estar presente, pode operar o que é maravilhoso para dar suprimento. E não tem sido diferente! No deserto, eu te adoraria, se nada faltasse? Oraria, se tivesse tudo o que me satisfizesse? Daria eu o meu louvor, oh! Soberano, se nada acontecesse de ruim que me motivasse a isso? De sorte que permites, então, o meu deserto, para que te busque e tenha a tua bênção para sempre!

Isac Rodrigues

Cevide

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