Gôndolas “tortas”

gondoleiro

Em Veneza, as gôndolas que navegam pelos seus famosos canais, possuem um problema (digo, um “problema”): elas são fabricadas, propositalmente, tortas num dos lados. Porquê?, se qualquer barco é feito bem certinho, com linhas definidas, desenhado sob extremo cuidado e fabricado cuidadosamente! As gôndolas, não. É que o gondoleiro vai posicionar-se nela, para “endireitá-la” e navegar corretamente em sua posição.

Há coisas na vida da gente que se parecem tortas (divinamente proposital), e é bem assim que Deus faz. Tudo dá errado! Ele precisa, daí, de nossa presença, para que as coisas se endireitem. Mas não é o homem o causador de todos os estragos da vida? Sim, porém, Deus quer nossa presença no que está mal, para ficar bem, porque deseja nos usar para reconstruir (quem estragou, que arrume). Exemplo, a nossa família vai mal? Ele precisa de nós, nela, para sermos seus instrumentos. Como? Deixando-nos usar para fazer tudo novo, de novo. Em nosso ambiente afetado de desgraças, nós mesmos é que decidiremos a sorte. Outros não farão isto por nós, cada um vai cuidar dos seus dilemas. Nós e nossos problemas! Cada um sendo bênção no furacão, a coisa terá solução.

Encaremos a realidade, assumindo obrigações e prossigamos a remar, com tudo direito, e já já teremos outros cenários, outros horizontes, novas perspectivas, tudo porque endireitamos nossas gôndolas tortas. Está dito?

Isac Rodrigues

Cevide

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