Coisas do deserto

deserto

(Reflexão)

Ninguém melhor que o próprio Jesus para ensinar coisas do deserto. Ele mesmo foi ao deserto, quer dizer, levado ao deserto. “E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto. E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e naqueles dias não comeu coisa alguma; e, terminados eles, teve fome” (Lucas 4.1,2). Quem mais? Moisés foi ao deserto. Elias andou pelo deserto. Paulo morou nos desertos. O povo de Israel peregrinou por um árduo e terrível deserto. Alguém de nós também?

O deserto realça o sabor do que é bom. O deserto afina a alma tornando-a leve. O deserto tira as cascas. O deserto faz tremer para temer. O deserto arranca orações sentidas. O deserto faz louvar. O deserto ensina o que é fome e o que é sede. O deserto valoriza o pouco que se pode ter. O deserto valoriza as poucas sementes. O deserto valoriza todos os centavos. O deserto despe do egoísmo, da arrogância, da prepotência. O deserto aplaina a exaltação humana e o que é humano torna humilde. O deserto tira a pressa do apressado e põe passos lentos e confiantes. O deserto tira a força do que corre e fá-lo andar calma e perseverantemente. O deserto cria bons costumes, como: subir o monte da oração, sofrer o calor da perseguição, enfrentar o frio da indiferença e rejeição.

Não se pode falar em deserto para quem não tem alguma coisa a fazer para Deus.

Isac Rodrigues

Cevide

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