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As flechas do amor – 1

Deus soprou o amor bem dentro! Preocupa-me ver as pessoas, à minha volta, desejosas de saber das decisões finais da minha situação civil, pois para elas, quatro anos sozinho, sem a pessoa que Deus deu para amar e construir um lar,

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O caminho da contramão dos imitadores de Jesus

“Em verdade vos digo que um de vós me há de trair” (Mt 26.21). “Eis que é chegado o que me trai” (26.46). “Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e o prenderam” (26.50). “Então, todos os discípulos, deixando-o, fugiram” (26.56). “Ora, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho, buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte” (26.59). “E eles, respondendo, disseram: É réu de morte” (26.66,67). “Então cuspiram-lhe no rosto e lhe davam punhadas, e outros o esbofeteavam” (26.57). “E, chegando a manhã, todos os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos do povo, formavam juntamente conselho contra Jesus, para o matarem” (Mt 27.1). “Porque sabia que por inveja o haviam entregado” (27.18). “Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram à multidão que pedisse Barrabás e matasse Jesus” (27.20). “Disse-lhes Pilatos: Que farei então de Jesus, chamado Cristo? Disseram-lhe todos: Seja crucificado” (27.22). “E, cuspindo nele, tiraram-lhe a cana, e batiam-lhe com ela na cabeça. E, depois de o haverem escarnecido, tiraram-lhe a capa, vestiram-lhe as suas vestes e o levaram para ser crucificado” (27.30-31).

Citando apenas Mt 26 e 27, saiba o que farão de você se desejar ser como Jesus. É de pensar. Não espere dos homens as suas recompensas. Eles não o glorificarão. Quererão vê-lo sofrendo e perdendo. Este é o caminho da contramão dos imitadores de Jesus.

Isac Rodrigues

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Meu comecinho do TCC

A ESCOLHA QUE DEUS FEZ DE VOCÊ

Talvez você não saiba os motivos por que Deus fez tal escolha. A realidade do mal é consciente ao gênero humano. Do nascer ao morrer, na existência humana, quantos males foram praticados? Tendo em vista esta realidade, Deus fez a escolha. Jesus mesmo disse: “Pois se vós, sendo maus…” (Lucas 11.13), despertando mais ainda a consciência de seus ouvintes, declarou que o ser humano ainda é capaz de fazer algo bom, ao dizer: “sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos…”.

Uma das coisas boas que eu e você poderíamos ainda fazer seria aceitar a escolha de Deus? Uma vez que a Palavra esclarece muito bem a questão de que: “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”? (Romanos 3.23). Era impossível pertencermos a Deus, impossível termos esperança, mas seria possível a Deus sermos escolhidos? Uma vez que estávamos privados da sua glória e “em nós mesmos tínhamos a sentença de morte”? (2 Coríntios 1.9). Na verdade andávamos por uma jornada tresloucada, irreversível, para a perdição eterna. Mas… ele se apiedou de mim e de você.

Deus, quem era ele, para fazer essa escolha? Veja o que Huberto Rohden escreveu a cerca de quem fez a escolha:

O GRANDE ANÔNIMO

Deus – que é isto? Deus – quem és tu?

Mil nomes te hei dado – e até hoje és para mim o grande Anônimo…

Sei que és o Eterno, o Onipotente, o Onisciente, o infinitamente Bom e Formoso – mas sei também que és muito mais que tudo isto…

E, por seres indefinível, resolvi chamar-te simplesmente “o grande Anônimo”.

Assim, se não acerto em dizer o que és, pelo menos não digo o que não és. Antes do principio dos princípios, existias tu, o Eterno…

Paralelo a todos os tempos e espaços, existes tu, o Onipresente… Tu és o único ser autoexistente no meio dos seres alto-existentes…

Tu és o único produtor não produzido, a causa única não causada, o único pai sem filiação…

Eu sou uma feliz exceção do nada – tu és a mais veemente afirmação do tudo.

Eu semi-existo – porque tu pleni-existes…

Eu existo, porque me deste o ser – tu existes em virtude da tua própria essência. Eu poderia não existir, e houve infinitas eternidades em que este átomo não existia – tu não podes não existir, existes com absoluta necessidade.

Contemplo a mim mesmo, e com imensa estupefação verifico que existo – quando era tão bem possível, e até muito mais provável a minha não existência.

Como é possível que eu exista – quando em torno de mim negrejam imensos abismos de inexistência?

Como foi que esta pequenina ilha do ser emergiu do tenebroso oceano do não-ser?

E como é que este minúsculo átomo de algo se equilibra nos ilimitados espaços do nada?

Não me criasse, ó Eterno, o teu poder; não me sustentasse o teu amor e é certo que o meu ser nunca teria surgido da tétrica noite do não-ser, ou nela teria recaído logo na alvorada da minha existência.

Por ti, o meu nada se tomou algo…

Por ti, a minha noite se tornou dia…

Por ti, o meu vácuo se fez plenitude…

Por ti, a minha morte se fez vida…

Por isso, meu eterno e indefinível Anônimo, sinto-me feliz em diluir a pobre gotinha do meu pequenino Eu humano no mar imenso do teu grande Tu divino.

Eu quero fé – uma fé prodigiosa, capaz de encher integralmente os grandes vácuos que estão dentro do meu ser…

Eu quero alegria – muita alegria, para esconder sob a plenitude dela a amargura que encontro sempre no fundo das minhas taças…

Eu quero a tua graça – a graça inefável de guardar-te, por entre as sombras da vida, um amor vigilante e serene que não tenha medo da tua cruz…

Eu quero a ti mesmo – oh!, Ser anônimo de mil nomes, porque sem ti me é insuportável o próprio Eu…

(De Alma para Alma, Huberto Rohden)

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Escondido e esquecido? (3)

“Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão” (Sl 139.5). Em cada esquina da vida, serpentes e escorpiões. Em cada esquina da vida, lutas que sangram. Em cada esquina da vida, a convicção do fim da vida. Mas em cada esquina da vida, uma porta aberta para prosseguir…

Até que… Você é levado ao vale onde a guerra é travada. Lá, forças descomunais o esperam. Arcos, flechas, escudos, gigantes, raiva, ira, ódio, morte. Você entra na luta…

Num dado momento de sua vida o Senhor da guerra o esconde eu seu lugar secreto. E você não mais aparece. Muitos pensam que você parou de lutar. Outros acham que houve abandono e negligência da sua parte, porque você sumiu. É que… Você está na aljava de Deus. Escondido e esquecido…

Deus tem alvos. Ele vai precisar de você para atingi-los. Ele tem obras a realizar, e o conserva para a sua hora. Ele o escolheu para isto. Ele dividiu a sua tropa e colocou uns na linha de fogo. São vistos, aplaudidos e condecorados. Você? Você não. Aqueles são recebidos com festas, e recebem os seus laureis…

Escondido e esquecido? É melhor estar escondido e esquecido em Deus do que escondido e esquecido dele. É melhor estar escondido e esquecido em Deus, porque você poderá dizer sem medo e sem tremor: “Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão”.

Isac Rodrigues

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Escondido e esquecido? (2)

“Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas da angústia; tu me cinges de alegres cantos de livramento” (Sl 32.7). O Senhor, ele é melhor lugar do mundo, para quem o ama, para quem confia e espera nele

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Escondido e esquecido?

“Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão” (Sl 139.5). Você já parou pensar o que isto significa? Um daqueles raros momentos em que você simplesmente desaparece! Deus resolve, e sabemos, sim, que resolve nossas situações e complicações. Mas ele resolve também nos esconder. É por diante, é por detrás, nos cerca totalmente! E por cima, ainda, coloca a sua mão.

Escondido e esquecido? Para os homens, sim. Mas se o Senhor resolveu esconder você, é porque ele não o esqueceu e deseja livrá-lo no dia da adversidade! Veja: “Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; pôr-me-á sobre uma rocha” (Sl 27.5). Ele deseja livrá-lo de todas as afrontas e contendas. Veja: “Tu os esconderás, no secreto da tua presença, dos desaforos dos homens; encobri-los-ás em um pavilhão, da contenda das línguas” (Sl 31.20).

Ninguém o vê, no momento em que precisa desesperadamente de ajuda, no momento em que você deseja que vejam seu sofrimento, sua angústia, e que seja socorrido. Deus encerrou tudo na terra dos esquecidos! “Saber-se-ão as tuas maravilhas nas trevas, e a tua justiça na terra do esquecimento?” (Sl 88.12). Sim, esse momento há de chegar, sem antes ter que provar a amargura das águas no tempo da sequidão. O Senhor precisa se utilizar desse expediente de sofrimento e abandono, que por ora é incompreensível, mas que faz sentido, embora a luta imensa que você passa!…

Isac Rodrigues

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