Briga de urso com árvore

Briga de urso com árvore

(Reflexão)

Um grupo artístico apresentava uma peça teatral. No desenrolar da história houve um desentendimento, de verdade, entre dois de seus atores, vestidos de urso e árvore. Ambos passaram a brigar com pontapés e socos. O fato se tornou cômico e sério ao mesmo tempo. A própria polícia foi acionada para detê-los.

Na vida real, haveria algum sentido se uma árvore, lá na floresta, ou num campo aberto, começasse a brigar com um urso, ou vice-versa? Acho que jamais encontraríamos explicação alguma a dar. Assim ocorre com os humanos (superiores à criação). Diríamos: “Há motivos, sim!”. E a listinha aparece: desentendimentos, relações rompidas, mentiras, roubos…, páginas e mais páginas! Tudo, da listinha, parece ser motivo justificável! Todavia, nada justifica. Na própria maldade, querendo defesa e parecer bonzinho ou inculpável, cada um de nós aponta o outro como o cruel malévolo! Esquecemo-nos que fomos criados com a imagem e a semelhança de Deus – que é bom, que é eterno, que é santo – para a vida e para a paz de uns para com os outros, e não para o pecado e à morte. De onde vêm as guerras e pelejas? Dos deleites que guerreiam no nosso meio (Tg 4.1). Aprendamos, se possível, a lição da inutilidade: a briga do urso com a árvore!

Isac Rodrigues

Cevide

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