A divina providência

“O Senhor é o meu pastor; nada me faltará”, Sl 23.1

1. O que é: “nada me faltará” – Em primeiro temos que ter a confiança no Senhor, que é Pastor das nossas almas, e crermos que ele nos atenderá em nossas necessidades. Quando o texto diz nada me faltará, significa que não faltará nada daquilo que é necessário para a realização da vontade desse bom Pastor em nossas vidas. Isto quer dizer também que ele não nos dará nada além do que seja necessário, para que não aconteça que está escrito em Pv 27.2: “A alma farta pisa o favo de mel, mas para a alma faminta todo amargo é doce”. João, em sua terceira carta universal, escreve: “Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma”. Isto fala de suficiência. Embora o pastor e suas ovelhas representem um modo de vida identificado com a pobreza, a expressão nada me faltará também significa que devemos contentarmo-nos com as provisões que o Senhor nos dá. “Sejam vossos costumes sem avareza; porque Ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei”, Hb 13.5, entendendo que não podemos ser avarentos. Paulo disse: “Porque já aprendi a contentar-me com o que tenho”, Fp 4.11. Então, nada falta àquele que é abençoado pelo Bom Pastor, nem descanso, verso 2; nem refrigério, verso 3; nem direção, verso 3b; nem companhia, nem consolação, verso 4; nem sustento, verso 5 a; nem gozo, verso 5b; nem a vida eterna, verso 6! Nada!

2. Provado nas provisões – Geralmente somos provados em nossas provisões, passamos, inclusive, por tempos de necessidade. Devemos, porém, confiar que o Senhor terá cuidado de cada um para que se complete a nossa vitória. Jesus disse: “O bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas”, Jo 10.11; isto indica que Ele dará a bênção nas provisões, embora os contratempos, uma vez que Ele deu o que de mais caro havia: a sua vida – a vida que produz vida em cada um de nós, em todas as áreas da existência. Nas provações podemos nos entristecer, mas Suas provisões nos alegrarão, tanto as provisões espirituais como materiais. Devemos conhecer os seus atos de amor para com a nossa alma, termos confiança que nos concederá todas as provisões para os tempos de provação. Não haveria outra melhor forma de conhecermos o Senhor, o Bom Pastor, no momento em que Ele age com o seu favor. Vamos contemplar melhor seus gestos e ouvir melhor sua voz quando ele deseja falar nos momentos indecisos de nossa vida. Que a cada passo Ele seja conhecido mais e mais profundamente. Quanto mais o conhecermos mais lhe devotaremos o nosso amor, nosso reconhecimento, graça, louvor. Ele merece de cada um de nós um culto de gratidão sincera. Ele é o nosso benfeitor! Ele nos socorrerá sempre! Como diz o Sl 107.9: “Pois fartou a alma sedenta, e encheu de bens a alma faminta”. Por fim, ele mesmo dirá a nosso respeito: “Porque satisfiz a alma cansada, e toda a alma entristecida saciei”, Jr 31.25.

Deus o abençoe ricamente.

Isac Rodrigues

Cevide

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